Aprender a ler e escrever pode representar muito mais do que dominar palavras. Para jovens e adultos de povos e comunidades tradicionais atendidos pelo Projeto EJA – Letras Sagradas, a alfabetização também significa conquistar autonomia, fortalecer a autoestima e ampliar as possibilidades de participação na sociedade. A iniciativa conta com o apoio da FAIFPI e tem levado educação para espaços onde a vida e as histórias dessas comunidades acontecem.
O projeto promoveu a formação de cinco turmas, reunindo 147 estudantes em diferentes regiões de Teresina. As aulas foram realizadas nas próprias comunidades, tornando o processo de aprendizagem mais acessível e acolhedor e permitindo que os conteúdos dialogassem diretamente com a realidade, os saberes e as vivências dos participantes.
Mais do que ensinar leitura e escrita, o EJA – Letras Sagradas busca valorizar as identidades culturais e a ancestralidade dos estudantes. A formação também envolve temas relacionados à cultura, identidade, direitos, respeito à diversidade e fortalecimento da cidadania, reconhecendo a educação como instrumento de pertencimento e transformação social.
Entre os resultados alcançados estão histórias que mostram a dimensão humana do projeto. Alguns participantes tiveram a oportunidade de escrever o próprio nome pela primeira vez, uma conquista que, embora possa parecer simples, representa um importante passo de autonomia, autoestima e reconhecimento de sua própria trajetória.
Ao apoiar iniciativas como o Projeto EJA – Letras Sagradas, a FAIFPI reafirma seu compromisso com uma educação inclusiva e transformadora, capaz de ampliar oportunidades, fortalecer comunidades e contribuir para que mais pessoas tenham condições de escrever novos capítulos de suas próprias histórias.

